domingo, 12 de junho de 2016
quinta-feira, 9 de junho de 2016
“Travessia”, Recordar é Viver
SIM, TODA
VEZ QUE ouço
esta maravilhosa música cantada pelo amado Milton Nascimento recordo-me dos
meus literais vinte anos! Que comemorei em 1984 ao lado de belo broto (p/ usar
uma expressão que durou mais ou menos até aquela época) paulistana. A
Alessandra. Que, enfim ficou também marcada da minha vida amorosa.
Agora, o
sentido maior que “Travessia” me traz é justamente que naquela tarde de sábado
no Centro Cultural de São Paulo, ela nos foi apresentada magnificamente pela
Orquestra Sinfônica de Campinas com regência
do maestro Benito Juarez. Com um convidado igualmente super especial: Chico
Buarque! Enfim, foi um programa “na faixa”. Que hoje, a julgar por vários
fatores, infelizmente é praticamente impossível. Em São Paulo, rarará! , que
dirá em Osasco. Talvez nem o com Sesc. Enfim, a vontade política, num caso destes ao que consta é zero! E
justiça seja feita, o prefeito de SP era Mário Covas (PMDB) e o secretário de
Cultura era ninguém menos do que o memorável dramaturgo, ator Gianfrancesco
Guarnieri.
Estávamos,
as comunidades todas, com a histórica campanha das "Diretas Já!", que segundo a
também amada filosofa Marilena Chaui, uma vez mais afirmou, semana passada, no
mesmo igualmente lotado Centro Cultural (ao lado de outros dois pensadores de
proa, Vladimir Safatle e dr. Fábio Konder Comparato), durante a programação do
II Salão do Livro Político (ocorreu exatamente de 1 a 3 junho, e já está
previsto uma edição no Rio e por ai vai...) que foi Caio Graco intelectual e fundador da editora
Brasiliense (meu contato com livros na verdade começou, como o cinema e a MPB,
naquela época. Via a Coleção Primeiros Passos: O Que é Ideologia, O que é
Política, O que é Cinema... entre outras), que lançou a ideia da camisa amarela
que com a palavra de ordem Diretas Já!, que, se não tiver equivocado foi
criação de outro grande (foi meu amigo na verdade) e também saudoso Carlito
Maia.
É um
velho clichê, mas dentro da proposta de resgatar o Brasil Contemporâneo via o
cinema como é o caso do Passaporte Para Osasco, vivíamos
outro mundo! Com a recém Guerra das Malvinas (1982) da nossa vizinha Argentina
com os Britânicos, o Chile ainda sob outra Ditadura terrível com a aquela
triste figura Pinochet, Guerra Fria... mas minha Geração Anos 1980 ainda
cultivava diversos valores humanitários, socialistas, herdados
justamente da “Geração 68”. Isto claro, na base das maquinas de
datilografar, mimeógrafos, câmeras fotográficas analógicas, câmeras Super 8 e
16MM (“que eram as mais populares”) e claro com projetores de filmes também em
8 e 16MM. E a seguir o VHS... Daí, a viabilidade dos Cineclubes!
Que em
Osasco como no País, foram Movimentos Socio-Culturais que davam a liga para a
Cena Pública daquela época (“O cinema é a arte que melhor trafica a Cultura” a
linda frase do saudoso cineasta Carlão Reichenbach). Desde exibições em
creches, como no caso da respeitável liderança política Sônia Rainho no
bairro do Helena Maria em Osasco, mais Comunidades de Igrejas, até o auditório do Jornal Folha de São
Paulo, e históricos Cineclubes como o
Bixiga, Oscarito, da GV, Museu Lasar Segall, em São Paulo. Este último por
sinal foi o que me introduziu no Cineclubismo via a saudosa cineasta Hilda
Machado (no período de 1984 a 86), digamos assim. Pois afinal minha carreira
como cineclubista, cineasta, cinéfilo e o Movimento Cineclubista
Brasileiro já abordei um pouco neste blog, é só ter um pouco o espírito de
aventura, ou exatamente de pesquisador e
(re) descobrir.
Para fazer apenas uma provocação (que na
verdade já fiz no ano passado num
diretório do PT lotado) reafirmo que muito da grandeza do Partido dos
Trabalhadores e dos Sindicatos etc., devem-se a nossa luta cineclubista! E que,
pessoalmente nunca obtive maiores ganhos. Muitíssimo pelo contrário!!! Cujos diretórios, sedes, foram juntamente com
a igreja católica, frutos desses meios. Posso assim afirmar. Pois as
mobilizações populares “assim pediam”.
Mas, como
sempre me alerta um dos amigos/companheiros, Cacá Mendes: “Cuidado com as
sessões descarregos, Rui!” E de fato não é hora de fazer autocríticas
políticas. É simplesmente Fora Temer! Volta Dilma! E em defesa da constituição
cidadã de 1988. Pelo menos.
E como é
fácil identificar, ainda cultivo o romantismo em geral, então continuo ouvindo
também Milton Nascimento. Com Paz & Amor. Sem Medo de Ser Feliz.
domingo, 5 de junho de 2016
MAIS REPERCUSSÕES PPO...
Um filme: “Passaporte para Osasco”, de Rui de Souza
Para Rosa Lopes Martins
Maio de 1979: José Ibrahim chega ao aeroporto de Viracopos
em Campinas depois de dez anos de exílio no México, Cuba, Panamá, Chile e
Bélgica. As imagens do final do filme “Passaporte para Osasco”, de Rui de Souza
(2016, 90 min.), retomam as lembranças de um período da história da cidade: a
greve de julho de 1968.
Há depoimentos do líder sindical e dos seus companheiros
operários: José Groff, João Joaquim da Silva, Roque Aparecido da Silva, Inácio
Pereira Gurgel, Terezinha de Jesus Gurgel, Antonio Roberto Espinosa – e das
professoras Helena Pignatari Werner e Risomar Fasanaro.
A greve de 16 de julho de 1968 não foi apenas
reivindicatória – contra o arrocho salarial, direito à greve, mas política – e
houve ocupação de fábrica. Foi organizada a partir da Comissão de Fábrica da
Cobrasma e do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco – e outras empresas da
cidade também paralisaram: Brown Boveri, Braseixos, Barreto Keller, Lonaflex.
Foi um movimento libertário de enfrentamento da ditadura militar no Brasil.
Os grevistas pagaram um alto preço pela ousadia de desafiar
a tirania. José Ibrahim foi preso, torturado,
exilado, e os trabalhadores foram fichados pelo DOPS (Departamento de Ordem
Política e Social). Perseguidos pela repressão policial, constantemente
vigiados, não conseguiam trabalho nas fábricas.
Quem eram os outros companheiros? José Campos Barreto
permaneceu 90 dias preso depois da greve, e entrou para a clandestinidade,
assassinado com o Capitão Carlos Lamarca em 1971; João Batista Cândido mudou-se
para São José dos Campos; o padre operário Pierre Joseph Wauthier foi expulso
do Brasil. Pedro Tintino da Silva e Joaquim Miranda permaneceram na cidade.
Qual o papel dos estudantes na revolta operária? As escolas
públicas da cidade, GEPA (Ginásio Estadual de Presidente Altino), e Ceneart (Colégio Estadual Antonio Raposo Tavares) , eram frequentadas pelos estudantes-operários
– e foram centros de agitação política-ideológica. O presidente da UEO (União
dos Estudantes de Osasco), Gabriel Roberto Figueiredo, militante do PCB (Partido
Comunista Brasileiro), foi preso no 4º
Regimento de Infantaria em Quitaúna depois do golpe de 1964. A UEO foi extinta,
e os estudantes fundaram o CEO (Centro Estudantil de Osasco), e José Campos Barreto,
aluno do Curso Clássico no Ceneart e operário da Cobrasma, foi seu primeiro
presidente.
Qual o papel das mulheres no movimento grevista? As operárias
da fábrica de fósforos Granada entraram em greve em solidariedade, e foram em
passeata até o sindicato. A professora de História, Helena Pignatari Werner, também
presa no 4º R.I. em 1964, continuou lecionando na Escola Estadual Antonio
Raposo Tavares; escreveu o livro “Raízes do movimento operário em Osasco”
(Cortez Editora, São Paulo, 1981, 152 pp). A escritora-poetisa Risomar Fasanaro militou
junto aos movimentos culturais da cidade durante os anos de resistência.
Qual o papel da Igreja Católica na organização dos trabalhadores?
Foram cinco movimentos: as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), a presença dos
padres operários, a ACO (Ação Católica Operária), a Frente Nacional do
Trabalho, a JOC (Juventude Operária Católica). Os militantes da FNT Albertino
de Souza Oliva, Antonio Vieira de Barros, Odim Jiorjon e Maria Santina vivem na cidade; Alberto Abib Andery vive em
São Paulo. Padre Domingos Barbé faleceu em 1988, e padre Rafael (Antonio Álico
Busato) em 2002.
Quais personagens o filme recorda – e que não estão mais
presentes? O estudante Sergio Zanardi se suicidou; João Domingos da Silva
morreu no Hospital Geral do Exército em São Paulo; Eremias Delizoicov,
estudante secundarista do bairro da Moóca, engajado na campanha do Fundo de
Greve, morto em 1969 - são alguns deles. E aqueles que não foram citados: Maria
de Lourdes Vieira Brengel, militante da JOC, faleceu em 2013; e o professor de
História no Gepa (Ginásio Estadual de Presidente Altino), Josué Augusto da
Silva Leite.
Os depoimentos recordam como os sindicalistas se engajaram
na luta armada, a guerrilha revolucionária:
Roque Aparecido da Silva, José Ibrahim e Eremias Delizoicov militaram na
VPR (Vanguarda Popular Revolucionária); Antonio Roberto Espinosa e José Campos
Barreto na VPR, e depois, na Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares.
Foi com emoção que assisti ao testemunho de José Groff, meu
irmão-camarada desde os anos jovens. E
as tristes imagens do jovem sindicalista José Ibrahim partindo para o desterro no
avião Hércules da FAB no aeroporto do
Galeão no Rio de Janeiro. Em 1979, estava entre os que foram recepcioná-lo no
aeroporto de Viracopos em Campinas – e depois, em uma festa para comemorar a
volta do exílio, na casa da sua mãe no bairro de Presidente Altino.
“Primeiro de Maio não é primeiro de abril”, de 1989, é o
primeiro filme do osasquense Rui de Souza. A produção, roteiro e direção de
“Passaporte para Osasco” não teve nenhum
tipo de financiamento, privado ou estatal, e contou com o apoio da Comissão
Municipal da Verdade de Osasco. É uma realização do Cineclube Alto do Farol, Cineclube
Konopheria e Centro Cineclubista de São Paulo; teve a fotografia de João Brito
Neto – e levou mais de dez anos para ser finalizado. Os depoimentos foram
filmados entre 2005 e 2007, e José Groff, José Ibrahim, Inácio Pereira Gurgel não sobreviveram para assistir ao filme, mas entraram
para a História – e estarão sempre presentes em nossa memória.
Osasco, a cidade marcada pela resistência à ditadura
militar, foi estigmatizada como a cidade da violência pela imprensa golpista. O
filme de Rui de Souza registra a história dos que ousaram desafiar a propaganda
fascista, a repressão, a prisão, o exílio, a tortura, o suicídio, a morte e
desaparecimento de presos políticos.
João dos Reis, Professor de Filosofia e Jornalista. Também colabora com o blog da querida amiga Risomar Fasanaro, que eu sigo : http://risomarfasanaro.blogspot.com.br/
30/05/2016
REPERCUTINDO PPO...
PASSAPORTE
PARA OSASCO
Documentário de Rui de Souza, 90 minutos.
Produção do Centro Cineclubista de São Paulo,
Cineclube Alto do Farol (Osasco-SP) e Cineclube Kinopheria (Itaquera-SP)
Documentário de Rui de Souza, 90 minutos.
Produção do Centro Cineclubista de São Paulo,
Cineclube Alto do Farol (Osasco-SP) e Cineclube Kinopheria (Itaquera-SP)
Assisti, ontem em DVD, ao documentário de
longa-metragem “Passaporte para Osasco”, dirigido por Rui de Souza. O
realizador, que contou com o apoio da Comissão Municipal da Verdade (do
município paulista), é claro em seus propósitos: “Este
filme é fruto de anseio de vários artistas, intelectuais e operários. Aborda a ‘geração 1968’ na cidade. Notadamente a greve de Osasco de julho daquele ano. É também uma singela homenagem a José Ibrahin (1947-2013 ) e seus amigos/companheiros“.
E é isto que ele faz, apoiado em dezena de depoimentos de militantes políticos, protagonistas da Greve de Osasco (1968). Inclusive e, principalmente, o de José Ibrahin, morto há dois anos. Como o filme foi realizado ao longo de muitos anos, Rui e seu fotógrafo João Luiz de B. Neto foram gravando testemunhos. Os melhores são os de Antonio Roberto Spinosa e Roque Aparecido, pois temperados com humor. Ibrahin também têm muito o que dizer, embora o faça sem a pulsão de vida que deve ter marcado sua agitada juventude. Completam a longa narrativa (que por fixar-se praticamente só no recurso do depoimento, às vezes cansa) os testemunhos de duas mulheres — Risiomar Fasonaro e Helena Pignatari Werner, esta, professora e autora de livro sobre as greves operárias de Osasco) — José Groff, João Joaquim Silva, Inácio Pereira Gurgel… Raras imagens (dos corpos de Lamarca e Zequinha mortos, de fotos e manchetes de jornal) tentam (mas são insuficientes) quebrar a repetição de testemunhos dados em super-close. Quando o filme começa, nos animamos. Um jovem Ibrahin aparece em uma loja masculina, na França, falando francês fluente com o rapaz que o atende. Ele prova ternos, pois, anistiado, regressará ao Brasil (1979). O sindicalista dá a entender que não é chegado em ternos, mas que faz questão de desembarcar no Brasil envergando um. Por que?, quer saber o jovem francês. “Porque dizem que os guerrilheiros são terroristas, marginais. Quero mostrar que não somos”. Dá-se um corte temporal e vemos a ‘”geração osasquense de 1968″ já grisalha, passados quase 50 anos. Ibrahin tinha 21 anos na época das greves e da prisão. E conta história impressionante sobre desejo de suicidar-se pulando de um viaduto paulistano, a que seria conduzido pelas forças repressivas, empenhadas em prender “novos subversivos” (ele fornecera um “ponto” falso). Outro bom momento do documentário vem de depoimento de Spinosa, sobre o jornal NP (Notícias Populares), o mais lido pelos sindicalistas: o NP vivia de crimes sensacionalistas, mas era o veículo que fazia “a melhor cobertura das lutas sindicais de nossas bases”. E a cobertura de crimes, a maioria protagonizada por personagens ficcionalizados (a loura-fantasma, o bebê-diabo, o bode estuprador) só fazia aumentar o estigma sobre a cidade. As apelativas capas-manchetes do jornal são mostradas para ilustrar o que diz o militante. Os outros depoimentos são apenas corretos.
filme é fruto de anseio de vários artistas, intelectuais e operários. Aborda a ‘geração 1968’ na cidade. Notadamente a greve de Osasco de julho daquele ano. É também uma singela homenagem a José Ibrahin (1947-2013 ) e seus amigos/companheiros“.
E é isto que ele faz, apoiado em dezena de depoimentos de militantes políticos, protagonistas da Greve de Osasco (1968). Inclusive e, principalmente, o de José Ibrahin, morto há dois anos. Como o filme foi realizado ao longo de muitos anos, Rui e seu fotógrafo João Luiz de B. Neto foram gravando testemunhos. Os melhores são os de Antonio Roberto Spinosa e Roque Aparecido, pois temperados com humor. Ibrahin também têm muito o que dizer, embora o faça sem a pulsão de vida que deve ter marcado sua agitada juventude. Completam a longa narrativa (que por fixar-se praticamente só no recurso do depoimento, às vezes cansa) os testemunhos de duas mulheres — Risiomar Fasonaro e Helena Pignatari Werner, esta, professora e autora de livro sobre as greves operárias de Osasco) — José Groff, João Joaquim Silva, Inácio Pereira Gurgel… Raras imagens (dos corpos de Lamarca e Zequinha mortos, de fotos e manchetes de jornal) tentam (mas são insuficientes) quebrar a repetição de testemunhos dados em super-close. Quando o filme começa, nos animamos. Um jovem Ibrahin aparece em uma loja masculina, na França, falando francês fluente com o rapaz que o atende. Ele prova ternos, pois, anistiado, regressará ao Brasil (1979). O sindicalista dá a entender que não é chegado em ternos, mas que faz questão de desembarcar no Brasil envergando um. Por que?, quer saber o jovem francês. “Porque dizem que os guerrilheiros são terroristas, marginais. Quero mostrar que não somos”. Dá-se um corte temporal e vemos a ‘”geração osasquense de 1968″ já grisalha, passados quase 50 anos. Ibrahin tinha 21 anos na época das greves e da prisão. E conta história impressionante sobre desejo de suicidar-se pulando de um viaduto paulistano, a que seria conduzido pelas forças repressivas, empenhadas em prender “novos subversivos” (ele fornecera um “ponto” falso). Outro bom momento do documentário vem de depoimento de Spinosa, sobre o jornal NP (Notícias Populares), o mais lido pelos sindicalistas: o NP vivia de crimes sensacionalistas, mas era o veículo que fazia “a melhor cobertura das lutas sindicais de nossas bases”. E a cobertura de crimes, a maioria protagonizada por personagens ficcionalizados (a loura-fantasma, o bebê-diabo, o bode estuprador) só fazia aumentar o estigma sobre a cidade. As apelativas capas-manchetes do jornal são mostradas para ilustrar o que diz o militante. Os outros depoimentos são apenas corretos.
Publicado no prestigioso e respeitadíssimo
blog da querida jornalista Maria do Rosário Caetano em (no
dia 03/06/16):
https://almanakito.wordpress.com/2016/06/03/almanakito-03-05-16-nise-mexico-greve-de-osasco-ibrahin-vladimir-safatle-coluna-na-folha-tv-publica-venicio-lima-revista-de-cinema-129/
Minha
resposta p/ ela:
Querida Rô,
Te conto primeiro que como levei muito mais de uma década
para produzir o PPO, “foi natural” que seguisse as lições de Glauber,
Zganzerla, ou de vivíssimos como vc., Zanin, e principalmente Silvio Tendler
no período anotar em vários cadernos (digitais ou não) muitas coisas que
surgiram (claro, principalmente pesquisas). Logo, será igualmente não só
prazeroso, mas muito relevante se conseguir daqui p/ frente torná-los públicos.
Que, como as mais de dez horas de captação das entrevistas que foram excluídas
no corte final, podem perfeitamente formar Extras , ok?
Quanto às correções: 1- O Centro Cineclubista de São Paulo e
Cineclube Kinopheria, em Itaquera, São Paulo, foram fundados
em 2003. 2- O Cineclube Alto do Farol foi fundado em 2005 por nós aqui em
Osasco. 3- O nome correto de alguns entrevistados: Antonio Roberto
Espinosa, José Ibrahim (segundo a doutora Mazé Torquato Chotil no seu livro
(que estou lendo) que acabou de lançar em Osasco, “Trabalhadores Exilados – a
saga dos brasileiros forçados a partir (1964 – 1985)” Ed. Prismas. E que levou
uma cópia do filme p/ Paris), Risomar Fasanaro e Roque Aparecido da Silva. 4-
Ouso lhe dizer que boa parte dos depoimentos podem ser “apenas corretos”, mas
não só em relação a Osasco mas “ao mundo inteiro” , a Greve de Osasco e a
Geração 68 daqui (de SP enfim) ainda merecem muito destaque! Porque você bem
sabe que os Anos de Chumbo carecem de muito estudo, a exemplo de outros países.
Bjs
...................................................................................................................................................
O professor de história Cupertino Santos que afirmou no
Facebook (após o pré lançamento nacional do PPO no Teatro Municipal de Osasco,
em 11/03/16, p/ mais de 150 pessoas. Inclusive com a presença do Lapas, M.
Martins, Mazé, C. Marx, e alguns entrevistados do filme como, Risomar Fasanaro,
J. Joaquim, Espinosa e Roque: “Sai
profundamente impressionado com seu filme ontem, Rui. Se me permite, acho que
sua louvável "obsessão" pelo tema de 68 em Osasco, coloca-o, através
de seu meticuloso trabalho, no patamar do drama universal da luta pela justiça
e pela dignidade humana e, assim, conseguir comover públicos em qualquer parte
do mundo. Sinceramente admirado, abraços.” em 12 de março de 2016.
CONTATOS: Rui de Souza 11 9 8917-4783 rsouza08@yahoo.com.br netodohumbertomauro.blogspot.com
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